Suspensa no Espaço

Mais eu do que nunca, mais nada do que eu...

Hoje pude ver parte da minha vida passando diante dos meus olhos e ouvidos. Palavras soltas ao vento, sem reflexão, hoje sem sentido. Sons que vão e vêm. A vida...
Depois de todas as escolhas erradas, depois de tudo dar errado, o que me resta?
Já não sei mais para onde ir, não sei se devo correr, ou simplesmente me esconder. Ao que me parece, pouco importa, estaria perdida de qualquer forma.

Mais um dia, mais uma semana, mais uma vida, tanto faz...
O resultado eu já conheço, já tentei pensar e agir diferente, por diversas vezes...

Já não me importa, nada mais faz sentido algum. Que vida é essa?
Que pesadelo que nunca acaba...

O post anterior pretendia ser o primeiro de vários de uma bela seqüência de posts otimistas e com boas notícias. Na prática isso não foi possível. Por mais que tentemos não gerar expectativas para ser surpreendida positivamente, o simples fato de esperarmos boas vibrações faz-nos decepcionar com o mundo e com as pessoas.

Esperava muito mais de mim, dei o meu melhor, mas no fim, de volta a estaca zero. Sei que essa posição tem uma perspectiva positiva, mas o fato de voltar a estaca zero tantas vezes treina o olhar, observamos mais, e cada vez mais, o(s) caminho(s) percorrido(s) e o resultado de tantas observações é o desânimo. Sim, estou um tanto desanimada.

O resultado disso é que cresci e amadureci um pouco mais. Tenho enxergado coisas que a maioria não vê e assim, sinto-me mais sozinha nesse ponto em que cheguei. Sempre um passo a frente, por mais que tente, não consigo alertar as pessoas a minha volta, então sento e espero para assistir o desenrolar previsível das histórias.

Já posso assistir a mais um filme com final previsível... Mais uma história da minha vida, cuja solução e final feliz não dependem mais de mim. É bem mais intenso, mas nada interessante, quando o final previsto não nos é favorável!

Isso me lembra uma música dos Acústicos e Valvulados que diz "só me resta esperar a sessão começar de novo..." - a diferença é que vou sair do cinema e deixar essas questões de lado. Isso cansa, e já não tenho mais paciência nem estrutura pra ver e rever a mesma coisa acontecer e não poder fazer nada para mudar o final...

"esconderia o revólver, ouvia contar, mais cedo... que nunca foi de amo,r o gosto que ela sentiu na cena o sangue não explode, vermelho é o céu, quando ela, cai lenta sobre a flor e nunca mais olha pra mim..."

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Eu gostaria de ter escrevido aqui com mais freqüência nos últimos meses. Muitas coisas mudaram, meu humor oscilou muito a cada dia, várias vezes ao dia. O resultado disso tudo veio logo a tona: sinto-me renovada!

Com objetivos muito claros fui estabelecendo planos e metas, e conforme vou colhendo alguns resultados positivos, outras tantas boas vibrações vão chegando, surpreendendo-me e me deixando muito feliz. Resgatei em pouco tempo coisas a meu respeito que nem eu mesma lembrava. Ao tomar esse rumo foi que consegui me estabilizar emocionalmente e curtir o momento.

Esse blog tinha um objetivo claro, tomou outra direção, e agora já nem sei mais! Só sei que não quero ele apenas para desabafar minhas angústias. Se ele é como um diário, precisa também registrar momentos bons. E esse é um bom momento!

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Eu nunca vou entender essa coisa maluca chamada "mente humana". Durante muito tempo eu me torturei para a tomada de uma decisão, a qual poderia ter sido muito simples, mas, pela minha indecisão, foi ficando mais e mais difícil. Isso porque implicava em decidir caminhos alheios.

Finalmente cheguei a uma conclusão e resolvi. Pensei que seria muito mais fácil pra mim. Mas, felizmente (acredito) não sou tão egoísta, tenho sentimentos e, embora não seja a pessoa mais altruísta desse mundo, senti muito pelas conseqüências.

Porém, analisando pelo meu lado da situação, precisava mesmo cuidar mais de mim. E foi pesando essa conseqüência que eu fiz o que tinha de ser feito. Doeu. Ainda dói um pouco. Mas eu me sinto leve. Um tanto otimista, até. Quero o que há de melhor pra mim, e quero que quem quer que esteja ao meu lado, esteja tão bem quanto eu. Só assim serei feliz. Não há outro jeito.

A mente humana é bem estranha, mas a minha é ainda mais cheia de mistérios e eu surpreendo-me mais e mais, quando mais eu cresço.

Que esse otimismo e essa sensação de ter feito a coisa certa perdure.
Sinto-me bem. Sinto-me pronta.

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Hoje não é um "dia daqueles", como o do outro post, é só mais um dia. Muitas coisas aconteceram porque nada aconteceu e eu tive vontade de fugir, só pra variar.

Pensei muito em muitas coisas, senti-me presa, senti-me livre, bem e mal, boa e ruim... Tudo porque a decisão não sai, as coisas não se resolvem. Porque eu não quero.

Por que eu não quero? Um longo suspiro depois eu penso no porquê: porque estou bastante cansada, só por isso. O encantamento passa, a realidade vem, as coisas passam a não valer mais a pena sob a minha ótica. E espero.

Bem cansada, é assim que me sinto.

A próxima semana tende a ser diferente. Espero que as perspectivas mudem com essas mudanças que estão por vir.

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Um dia daqueles! Fazia tempo que não passava por aqui. Cheguei a escrever algo, mas ficou na vontade, não quis postar.

Diferente de muitas outras vezes, sei o que se passa! Sei o que devo fazer, mas falta motivação para agir. Não é que eu seja acomodada, é que sou desmotivada pelo que se passa no mundo. Acabo sempre achando que não vale a pena. Que é melhor deixar pra lá.

Não acho que esteja errada, acho apenas que foi um caminho. O problema é que todos os caminhos parecem estar errados, porque já faz um tempo que certas coisas não dão certo. Falo daquilo a que se trata esse blog, porque no mais está tudo tão certo.

Não entendo como é isso: tudo que planejo dá certo, mas naquilo que esperava que desse, não... segue a lezera de sempre.

Sim, hoje é um "dia daqueles", em que uma informação acabou com o meu dia. Não deveria, mas acabou, porque me fez lembrar dos caminhos tortuosos que tenho tomado e provocando esse desastre. Vontade de jogar tudo pro alto, esquecer disso tudo.
Não de mesmo ser pra mim...

Deixar prá lá é o melhor. Enfurnar-me-ei de baixo das cobertas, curtirei esse momento, um dia isso passa. É só dormir e acordar!

Bad news, bad day!

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Não estranhe se eu desaparecer! Tem várias músicas que tentam passar essa condição humana em que uma pessoa não consegue esquecer a outra e um dia decide ignorar quem a ignora. O mais novo ignorado nem chega a se dar conta, na maioria das vezes, que está sendo ignorado, por que já não se importa há muito tempo. Mas a pessoa tenta chamar a atenção ignorando, e acaba sofrendo ainda mais do que se se mantivesse neutra.

Muitas vezes tomei decisões estúpidas, foi assim que aprendi a simplesmente deixar que os caminhos que me levavam a determinadas pessoas se apagassem. É um tanto dolorido no início, mas com o tempo, chega a dar a impressão de que fomos nós que a deixamos partir, e não elas que nos deixaram. Nunca é boa um despedida, muito pior é a sensação de que haverá volta; deixar que os caminhos se apaguem é o meio termo, por isso o considero menos ruim, menos prejudicial.

Em 2010 vários caminhos se apagaram, um após o outro fui deixando que o tempo e a poeira os apagassem, alguns ainda sinto, já outros, sequer lembro; alguns me odeiam, outro, certamente já nem se lembram que um dia estive em suas vidas; outros insistem em não querer partir, mesmo não havendo mais ligação, mesmo não havendo coisa alguma. Esses são os mais difíceis quando não os esquecemos, mas... Simplesmente me recuso a tomar mais uma decisão que me deixará com a sensação de ter sido estúpida novamente. Prefiro deixar que a onda apague o quanto puder dessas estórias mal vividas, mal escritas, desnecessárias!

Preciso apenas fazer uma sincronização entre a razão e a emoção, para que os caminhos em meus neurônios sejam apagados de vez, para que eu não volte a sofrer pelo que já sofri e que não tente reconstruir caminhos já apagados!

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I've Been High - REM